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Sobre o livro

Para medir a influência da Ciropédia na cultura ocidental, basta lembrar alguns de seus maiores admiradores. Muito antes de se difundir como leitura obrigatória de empresários interessados em lições de liderança, a obra de Xenofonte sobre a vida do imperador persa Ciro já contava com leitores ilustres: ainda na Antiguidade, Alexandre, o Grande, e Júlio César aprenderam com o texto, que séculos depois também serviria de inspiração para filósofos iluministas como Rousseau e Montaigne. É sabido que Thomas Jefferson tinha dois exemplares do livro em sua biblioteca. Mas o beneficiário mais notório de Xenofonte foi certamente Maquiavel, cuja obra mais famosa, O príncipe, talvez não existisse tal como a conhecemos sem o legado da Ciropédia.

Consciente de que “o homem, por natureza, de todos os animais é o mais difícil de ser governado pelo homem”, Xenofonte, que lutou no Exército persa um século após as conquistas do grande imperador, fez da “educação de Ciro” uma mescla de biografia e exaltação, extraindo dela ensinamentos que perduram até hoje.

Traduzido do grego antigo por Lucia Sano, professora de língua e literatura gregas da Unifesp, a edição conta com texto de orelha de Renato Janine Ribeiro, para quem “nunca há liderança sem alguma aceitação, admiração e, por isso, obediência. Essa já é uma boa razão para lermos este livro, prestando atenção no que mudou — ou não — 2 600 anos depois da educação de Ciro”.
Título
Ciropédia
Tradução
Lucia Sano
Capa
Alles Blau
páginas
400
texto de orelha
Renato Janine Ribeiro
ISBN
978-65-89733-24-9
ISBN Digital
978-65-89733-01-0
Data da publicação
01/09/2021

trecho

“Os homens obedecem com prazer àquele que consideram ser mais prudente do que eles com relação aos seus próprios interesses. Você pode perceber que isso acontece em muitas situações, sobretudo com os doentes, que chamam por vontade própria homens que ditarão o que devem fazer; no mar, são os passageiros que obedecem de forma voluntária aos capitães, e, se alguém julga que há quem conheça os caminhos melhor do que si, esforça-se para não sair do lado dessa pessoa. Já se julgarem que virão a sofrer algum mal ao serem obedientes, os homens não estarão muito propensos a ceder, mesmo diante de castigos, nem se excitarão com presentes, pois nem um presente alguém se dispõe a receber caso seja para o seu próprio mal.”

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