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Sobre o livro

O que aconteceria se fosse permitido às pessoas entrar na casa de desconhecidos e circular livremente por meio de um dispositivo tão adorável quanto um robô de pelúcia? Do que somos capazes quando guiados pelas regras incertas de um novo contrato social e sob a garantia do anonimato?

Neste romance original e divertido, mas também aterrador, Samanta Schweblin, uma das principais vozes da literatura argentina atual, explora o lado inquietante da tecnologia e constrói um poderoso retrato da vida moderna.

Solidão, afeto e generosidade, mas também oportunismo, infâmia e perversão, são alguns dos sentimentos que, atravessados pela virtualidade e pela paradoxal fragilidade da comunicação contemporânea, compõem este romance demasiado humano, verdadeira anatomia moral de nossos dias.

Título
Kentukis
tradução
Livia Deorsola
capa
alles blau
ilustração
alles blau
páginas
192
peso
230 gr
ISBN
978-65-89733-08-9
ISBN Digital
1234567890
Data da publicação
10/07/2021
Finalista do International Booker Prize

trechos

“A câmera estava instalada nos olhos do bicho de pelúcia, e às vezes ele girava sobre as três rodas escondidas sob sua base, avançava ou retrocedia. Alguém o manipulava de algum outro lugar, elas não sabiam quem era. Era um ursinho panda simples e tosco, embora na verdade parecesse mais uma bola de rúgbi com uma das pontas cortada, o que lhe permitia se manter em pé. Quem quer que fosse do outro lado da câmera tentava segui-las sem perder nada.”

“E as notícias sobre kentukis, isso era outra coisa que interessava a Mister. Agora mesmo nas notícias de Umbertide uma repórter informava na frente do hospital estatal: uma senhora idosa tivera uma parada cardíaca e seu kentuki coruja tinha salvado a vida dela ligando para a emergência. Em agradecimento, a mulher pediu sua conta bancária e lhe depositou dez mil euros, mas então o kentuki desaparecera, e não estava ali para o segundo ataque cardíaco da mulher, que a pôs definitivamente no outro mundo. “O kentuki tem uma parcela da responsabilidade?” — perguntou a repórter para a câmera. “E se tivesse, que tipo de ações legais poderiam ser aplicadas a esses novos cidadãos anônimos?” Uma breve mesa de debate se abriu no estúdio, onde uma pessoa que tinha um kentuki em seu consultório de Florença contou um caso médico diferente, e outra, que era kentuki na recepção de um hotel em Mumbai, apresentava seus próprios dilemas. Diante da tevê, a toupeira permanecia imóvel.”

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